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Capítulo 01

Uma vida “quase” normal

A máscara não possuía aberturas para os olhos. Em vez disso, marcas brancas tênues se desenhavam ao redor de onde eles deveriam estar, símbolos que pulsavam com uma linguagem esquecida, como cicatrizes de um pacto antigo. Era como se ele carregasse dentro de si um voto tão antigo, tão sagrado, que o próprio mundo se tornara tímido demais para pronunciar seu nome.
 

E, ainda assim, mesmo sem olhos visíveis, o olhar estava lá — um peso invisível que atravessava a pele e sondava a alma, como se a máscara fosse apenas um véu para algo muito mais profundo e inumano.
 

Ele não se moveu. Apenas estava lá, fundido à sombra da árvore, como se a própria noite tivesse moldado um corpo para observá-los.

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