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Capítulo 01

Uma vida “quase” normal

Foi então que o viram. Encostado em uma das árvores, imóvel, estava um homem que não parecia pertencer àquele lugar. Ferli — um nome que nenhum deles conhecia, mas que parecia ecoar no ar — observava em silêncio. Seus olhos, sombrios e profundos, não apenas viam: sondavam..

 

Estava trajado com um hanbok negro, de linhas refinadas, tecido que parecia beber a luz ao redor. Sobre ele, sigilos arcanos serpenteavam em arabescos dourados, cintilando suavemente como se respirassem — fios tecidos a partir de lendas esquecidas. Uma faixa dourada cingia-lhe a cintura com autoridade silenciosa, contrastando com as botas de couro escuro, cujos passos soavam como murmúrios contidos, como se até o chão temesse quebrar o silêncio que o acompanhava.


As mãos, envoltas em luvas de couro sombrio, repousavam com uma tensão latente, como predadores à espreita. Sobre a cabeça, uma balaclava sem costuras ocultava qualquer traço humano, e sobre ela, uma toca ajustada e uma máscara talhada com elegância sombria completavam sua figura — um rosto que não se destinava a ser visto, apenas sentido.

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