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Capítulo 01

Uma vida “quase” normal

O vento soprava, frio, fazendo as folhas ao redor sussurrarem como se repetissem aquele nome proibido: Tradori… Tradori…
 

— Entendo… Você consegue vir até minha residência para conversarmos melhor? — perguntou Helon, a voz baixa, quase um sussurro.
 

— Consigo, sim. Pode ser hoje, às quatorze horas?
 

— Perfeito. Às quatorze horas, então. Conversaremos com mais calma… e longe de ouvidos indesejados.
 

Quando desligou, Helon ficou parado por um instante, sentindo o peso da conversa como uma pedra no peito. Então girou nos calcanhares e partiu.


O caminho de volta parecia interminável. Cada passo soava mais alto do que deveria, e o vento frio cortava-lhe a pele. Era como se o próprio tempo tivesse desacelerado, em reverência à gravidade da notícia.

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